Conto
Quinta, 06 Outubro 2016 12:36

Conto de Paris - Parte I

1955

Foi em um café charmoso a margem do Sena que Margot e Charlotte se conheceram. Margot reclamava com um garçom sobre o açúcar que havia pedido há trinta minutos e ainda não havia chegado. Sentadas em cadeiras próximas, iniciaram uma conversa despretensiosa. Em pouco tempo, as duas mulheres encontraram bem mais pontos em comum do que poderiam esperar de início. Todas as sextas feiras, se encontravam para tomar um café e depois saíam para caminhar.

Quarta, 05 Outubro 2016 15:47

Mulheres

Contrariado, Francisco matou José de tiro; E antes do sangue secar, Severino matou Francisco na faca. Por vingança, Chiquinho matou Severino a golpe de enxada. Traiçoeiro, Zico colocou uma cobra na cama de Chiquinho. Traiçoeira, a cobra picou Zico também.

Quarta, 05 Outubro 2016 15:07

Quem é essa?????

Depois de uma noite bem dormida, ela acordou com o som do celular, pontualmente as 7:00hs, procurou seus bichos para o habitual afago e nada, nenhum apareceu. Olhou ao redor da cama e nada reconheceu. Pensou: aimeudeus, estou de férias e algum hotel e esqueci. Eventualmente isso lhe acontecia, acordava e não sabia onde estava. Levantou, foi ao banheiro e ao se deparar com o espelho levou um susto!!!! Quem era aquela, aquela do reflexo no espelho. Como brincadeira de criança, levantou a mão, o reflexo também, mexeu a cabeça, o reflexo também. Ela entrou em pânico! Estou tendo um pesadêlo!!!! Mas não conseguia acordar. Ela estava jovem e muito diferente, seu quarto com uma decoração austéra e muito arrumado, roupas completamente fora do seu estilo despojado. Se vestiu com o que tinha e saiu do quarto, saltos altos, vestido impecável, langerie refinada. Cruzou com uma funcionária da casa, absolutamente uniformizada que lhe deu bom dia. Ao chegar na sala enorme e clara apareceu, do nada, outro funcionário que lhe deu bom dia e começou a lhe falar coisas de rotina. Que seu fulano avisou que chegaria as tantas horas, que o almoço seria isso e aquilo, que ela havia acordado ainda mais bela e que gostaria de saber de ela tomaria o café de sempre. De repente ela dá um grito: PÁRA!!!!! QUEM É VOCÊ? QUE CASA É ESSA? O pobre do homem de preto ficou branco, duro de susto. Não sabia o que responder. Quando se refez, ainda na dúvida do que falar, perguntou se ela passava bem, se queria que ele chamasse um médico. Ela caiu em prantos, o que fez dele mais atônito ainda. Pediu que ele saísse e chorou copiosamente.

Terça, 04 Outubro 2016 01:18

Criminoso

O mercado de trabalho continua executando crimes perfeitos. Sequestra as almas e pede em troca, como forma de resgate, as forças do corpo.

Sábado, 01 Outubro 2016 22:23

Desfigurado

Desceu daquele ônibus lambendo cada degrau com os pés. Sentiu o gosto quente do asfalto em sol a pino. Percorreu a praça dedilhando o aroma das flores, enquanto o canto dos pássaros massageava suas pernas cansadas. Viu o toque do sino vindo em sua direção, por todos os lados, ecoando pela catedral. Ouviu cada detalhe do que queria dizer cada escultura do museu. Deu voltas pela cidade em um cavalo branco e uma charrete tinta, amadeirada, com toques frutais e final suave.

Sexta, 30 Setembro 2016 10:28

Tulipas Negras

Ouvia, via e sentia a tristeza alheia. A angustia lhe estufava o peito, o ar ficava pesado e os ombros recolhiam-se enquanto as maos passavam pelo rosto suado.

Quarta, 28 Setembro 2016 20:52

Olhos de Buda

Eu estava num momento nebuloso da vida. Embora gozasse de boa saúde, não tivesse preocupações financeiras, e fosse uma moça até atraente, minhas aspirações ao reconhecimento se perdiam no nevoeiro da mesmice e do anonimato.

Quarta, 28 Setembro 2016 19:59

Um conto de Natal

Filhinho

Segunda, 19 Setembro 2016 02:02

Resgate - Fracasso.

Márcia sempre se levantava às cinco da manhã, indo até o parque do Ibirapuera para correr, nesse horário podia aproveitar a pista de corrida, quase vazia, podendo assim se exercitar em paz, enquanto curtia suas músicas favoritas.

Quarta, 14 Setembro 2016 20:48

Sobre Borboletas, Confete E Arlequins

Carnaval, folia, música. Ela se olha no espelho. Não se contenta com o que vê. Apesar de intacto, vê no reflexo cansado as rachaduras do seu interior. Lá fora um bloco passa, a música alta e os foliões gritando invadem seus ouvidos e a trazem memórias, de literalmente, outros carnavais. Carnavais que passou sozinha, com amigas e com aquele que lhe fizera craquelar quando partiu. Dançou, bebeu, fez tudo na maior intensidade que podia, bem como seu amor. Intenso, brutal, suicida.

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