Conto
Quinta, 09 Junho 2016 10:32

Sinhazinha Juliana

-Maria Rosa, já preparou meu banho?

Ela não gostava que a chamassem assim...Queria ser chamada de Rosinha. Era mais íntimo, mais carinhoso... Era uma mulata, miúda, bonita e muito esperta. Aprendia tudo logo de primeira. Ela havia nascido em 1878, depois da Lei do Ventre Livre, não era escrava, mas para seus pais e dois irmãos nada havia mudado, permaneciam na casa onde já serviam desde o tempo do Coronel Ramiro, pai de Sinhá Ana. Havia muito respeito, muita amizade entre eles.

Tudo aconteceu numa fração de segundos. O barulho do vidro estilhaçado e a pancada do corpo do deputado Paulino Laluf caindo no chão. No pescoço do parlamentar, dava para ver a pequena seta fincada e a pele avermelhada ao seu redor. Era mais um corrupto abatido por aquele que, em pouco tempo, havia se tornado o super-herói do povo brasileiro e o terror dos corrompidos.

Sexta, 03 Junho 2016 00:28

O Prato

Vinte e sete de junho do ano 2000. Trinta anos de casamento do Toninho com a Teresinha, noventa anos do Dr. Leandro, pai do Toninho, da Thereza e da Estela. Uma festa esplêndida. O velho continuava um orador vibrante. Quando um assunto o tocava, chegava a se levantar para gesticular melhor.

Quinta, 02 Junho 2016 11:45

Espelho, Espelho meu

Ele entrou tarde no restaurante. Seus olhos se espreguiçaram pelo local. À minha procura.

Quinta, 02 Junho 2016 11:23

Alhos e Bugalhos

Pego o fósforo, acendo meu cigarro (parece até verso de Augusto dos Anjos). Não é o primeiro, provavelmente não será o último, até que eu consiga coordenar minhas ideias, nessa tarde indecisa entre calor e frio, com a folha em branco à minha frente, apelo mudo diante de meus olhos, qual virgem expectante na primeira vez. “Anda – parece-me dizer ela – o que espera? Assim não sou nada...torna-me plena!”

Quarta, 01 Junho 2016 18:39

o minimalista

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Responder Américo
Pagar conta pão pão

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