Terça, 16 Agosto 2016 13:53

Diário de Debutante

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Não haveria chance de eu me entregar antes do tempo... se eu não tivesse conhecido ele.

Eu queria que as coisas fossem mais lentas. Não esperava que algo assim me atingisse tão forte, sabe?

Meu coração bate forte só de lembrar da primeira vez. Em outras oportunidades tive medo, mas agora era eu quem fazia questão de entregar meu véu para ser descortinado pelas mãos de meu parceiro.

Como foi intensa a sensação do primeiro beijo quente de tesão. Foi lento e delicioso; pude sentir cada parte daqueles lábios, encaixando nossas línguas uma na outra e fazendo nosso paladar sentir o gosto de nossas almas.

Ainda não era nem metade da intensidade que estaria por vir.

Acho que ele pensou em cada detalhe. Aquele encaixe de duas vidas não seria tão especial se ocorresse por acaso - apenas pelo calor do momento.

Cada carícia, minúcia, agrado, sorriso... Talvez ele tenha pensado em tudo; ou talvez ele me conhecesse tão bem quanto eu mesma.

Conhecia meus gostos, meus desejos... e meu corpo!

Foi assim que seus lábios percorreram meu corpo, causando-me arrepios e instigando minhas unhas contra suas costas receptivas.

Despindo-me, eu me sentia como se todas as minhas correntes caíssem sobre o carpete perto da cama.

Pouco a pouco, meus seios ganhavam a liberdade, fortes como bruto diamante. Apontavam para o corpo de meu amado, que os acariciava, como se lapidasse minha excitação.

No interior de meu corpo, ardiam as chamas da paixão, derretendo as calotas de gelo que mantive durante anos, dentro de minha colmeia.

Do gelo derretido, escorria o meu mel; o mel mais saboroso que se poderia produzir: doçura de excitação, com sabor de minha alma.

Tudo isso acontecia, enquanto as mãos de meu parceiro percorriam as portas de minha excitação, tocando meus seios como um ourives, e a meu clitóris como um apicultor.

Nossos lábios se encaixavam num dos beijos mais excitantes de minha vida, comunicando-se com movimentos...

E nossos corpos caíram na cama. Um chamando o outro para uma queda livre na cachoeira de prazer. Seus lábios percorriam meu corpo, minhas mãos seguravam, indecisas, seu couro cabeludo e meus seios.

Sentia em mim cada movimento de sua língua, num clitóris extremamente atento a cada sorvida voluptuosa que meu amor dava no meu de minha colméia.

Com tanto mel lubrificando a o caminho para o prazer, meu vale encharcado pode abrir-se sem nenhuma dificuldade: apenas abraçava o tônus de força que latejava em mim. Era meu íntimo a receber, até o mais fundo de meu vale, a entrada triunfal daquele que era o condutor prazeroso de meu homem.

O lençol pouco resistiu a investida de minhas mordidas e as costas de minha altiva paixão recebiam carinhosamente os arranhões voluptuosos de uma debutante em êxtase erótico.

A cada bombada, um gemido alto;
A cada beijo, o roçar entre másculos peitos e seios rígidos;
A cada movimento, o crepitar das chamas de minha vagina, que derretia-se em gozo melado e branco como o mais puro leite.

Sentia meu corpo queimar. As chamas ardiam cada um dos meus músculos a contorcerem-se de prazer, desejando mais e mais aquele membro para derramar ambrosia no interior dos lábios desta debutante que virava mulher.

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Apollo Ézio

Um cara comum, que gosta de filosofia, poesia e não entende porquê reprimir tantos de nossos desejos.

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