Quarta, 31 Agosto 2016 13:03

1Q84 - Resenha

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Terminei a trilogia “1Q84” de Haruki Murakami maravilhado, com a sensação de que o realismo fantástico só foi tão bem utilizado em “Cem anos de Solidão”, do criador do gênero Gabriel Garcia Márquez. Ambos autores abordam de certa forma um mesmo tema, enquanto o mestre colombiano expõe a solidão de um povo, Murakami nos exibe a solidão da alma.

“Quando se faz algo incomum, as cenas cotidianas se tornam... Digamos que se tornam ligeiramente diferentes do normal. (...) Mas não se deixe enganar pelas aparências. A realidade é sempre única” Murakami, já no primeiro capítulo, explica à personagem principal Aomame o que o leitor deve esperar de sua obra, incomum e ao mesmo tempo real.

Dono de um estilo repleto de referências de clássicos ao pop, Murakami nos apresenta um 1984 (aquele mesmo de George Orwell) alternativo onde a fantasia serve para expor a humanidade dos personagens. Não à toa, o livro foi finalista favorito a ganhar um Nobel de Literatura. Trata-se de uma obra prima.

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Filippo de Faria Cordeiro

Roteirista, amante da leitura, cinema, teatro e música.

 

E-mail: pippofcordeiro@gmail.com

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