Segunda, 26 Setembro 2016 23:01

Medalhão de Águia

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Há muito tempo atrás, quando existiam reis e rainhas que governavam nossas terras, um vilarejo chamado Biron era governado por Vladmir Dentric, um rei soberano e gentil, ele gostava do que fazia, porém era infeliz e solitário e estava em busca de uma esposa para reinar junto com ele após a morte da Rainha Doroteia Flombola Detric, os dois não podiam ter filhos até que sua esposa faleceu de uma doença misteriosa, apenas uma marca em seu braço foi observada e desenhada, muitos estudiosos e curandeiros foram ver do que se tratava a morte da Rainha mais não conseguiram saber o que era.

Dez anos se passaram após a morte da Rainha e o reino estava triste, e em uma cabana isolada da cidade uma mulher fervia algo no caldeirão, eram restos de um frango, onde estava preparando uma canja.

Então alguém bate a sua porta, um homem vestido de preto, pálido, suas olheiras profundas, cai de joelhos e a mulher atende.

- Quem é você responde ela.

Ele ergue a cabeça e desmaia ali mesmo, ao acordar na cama da moça que era solteira, um pote de canja estava pronto ao seu lado e engole tudo, e assim os dois passaram a noite comendo e conversando, ele era um andarilho e foi exilado de um lugar mítico muito medonho que ele não queria falar a respeito.

Ela, não insistiu em saber, então ele se levantou, agradeceu pela comida e fechou a porta, ela ficou triste.

- O que está acontecendo comigo, esqueça-o.

Um mês após a chegada do estranho, ela foi à feira para comprar, legumes e carnes defumadas, mais alguém estava correndo os guardas do rei atrás, gritando:

- Peguem-no, não podemos voltar sem a relíquia do rei.

Ela estava aflita e derrepente um homem, de capuz negro esbarra nela e os dois caem no chão, ele rapidamente se levanta e sai correndo em direção a floresta.

- Você está bem minha jovem! Pergunta um dos guardas

- Sim estou

E os seis guardas vestidos com elmo e uma armadura com um emblema de águia saem correndo por entre a floresta mais não encontram nada.

A moça, estava limpando seu avental do feno que tinha no chão, e encontra um medalhão escondido próximo a um balaio, e o pega colocando em sua cesta e voltando para sua casa.

Passa uma semana, estava tudo calmo em Biron, e um cavalo relincha e a carruagem sai a toda quebrando tudo, a moça abre a porta de sua cabana, e o cavalo desvia soltando a carruagem que vai na sua direção, ela não tinha reação até do nada aparecer o homem vestido de preto e desaparecer e reaparecer do lado de fora da cabana dela desaparecendo em seguida.

Ela estava apavorada, e os aldeões iam ao seu encontro para consolá-la.

Após um mês sua cabana estava reconstruída, e ela estava cozinhando, e alguém bate na sua porta, ela atende e novamente o homem encapuzado, entra a empurrando, ele senta na cama, e fica olhando com seus olhos vermelhos a encarando.

- Todo bem! Ela diz docemente,

E ele estava suspirando de raiva, e sua respiração ia diminuído e ficando mais calmo, a presença dela o confortava,

- Você quer um pouco de ensopado, ela pergunta e ele acena com a cabeça e come tudo, sua expressão pálida, e suas unhas estavam sujas e pontudas, ele come, e diz de cabeça baixa.

- Obrigado

Ele olha nos olhos dela e lhe dá um abraço apertado, e ela sem reação deixa cair sua colher de pau, e o abraça também.

Após um minuto os dois ficam se encarando, e ela diz.

- Você deixou cair isso aquele dia, ele pega o objeto que era um medalhão e olha fixamente para o medalhão que tinha uma águia, no entanto lá fora alguém estava gritando.

- Ele está ali dentro.

Desta vez uma tropa de alguns cavaleiros derrubou a porta e atirou uma flecha no peito do homem vestido de negro que de despedaçou virando corvos que saíram voando pela janela em direção ao céu.

- Você está bem, pergunta um guarda, venha conosco

Então os guardas escoltam a moça para o castelo e o rei a esperava.

- Você trouxe meu medalhão de volta, obrigado como você se chama, diz o rei

- Me chamo Evelin Bielford, meu senhor.

- Gostaria de jantar conosco, Evelin

- Ela abaixa a cabeça, sim meu senhor,

- Chega se me chamar se senhor, vamos pedirei a minha servente para arrumar você.

Então aconteceu, um imprevisto os dois se apaixonaram, o rei era muito bom com ela, e ela retribuiu com todo seu amor, porem ela ainda tinha pensamentos de quem era aquele homem de preto que entrou em sua casa, dormiu com ela e nunca mais apareceu.

Após nove meses nasce seu primeiro filho do rei, não mais sim do estranho que ela recolheu meses atrás.

Conta a lenda que o medalhão foi enfeitiçado pelo andarilho que roubou do pescoço do rei para destruir sua aldeia, e no fim acabou desistindo mais o que eles não sabem que o homem era um demônio exilado chamado de Biier e que o medalhão de águia agora possuía poderes para controlar um dragão negro que cospe um fogo azul capaz de desfazer encantamentos de proteção.

A aldeia permanece intacta até que o medalhão seja ativado e a destruição da aldeia seja completa.

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Otávio Augusto Rodrigues

Sou Otávio Augusto Rodrigues (O. A. R.) natural de Curitiba / PR, Brasil. Tenho trinta anos sou formado em Ciências Contábeis pela PUCPR, 2005 a 2008 e pós-graduado em Controladora pela UFPR de 2009/2010 e desde então ministrando várias atividades e cursos. Trabalho com Logística, porém meu hobby é a escrita adoro escrever e minha cabeça ferve de tanta imaginação, já tenho dois contos publicados pela Academia Alquimia das Letras em 2014 / 2015 onde meus contos fazem parte integrante do livro Feiticeiro das Letras e 50 Tons de Vermelho Sangue. E acredito que qualquer um pode fazer a diferença desde que se empenhe 10X a fazer aquilo que deseja e tenho um sonho de um dia mostrar ao mundo minhas obras e publicar meus livros que estão a caminho.

E-mail: otavioaro@hotmail.com

Links: https://www.facebook.com/otavioaro

Conheça mais sobre o meu livro, As Crônicas de Biier e os Guardiões da Magia acessando o link: https://www.amazon.com.br

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