Sexta, 14 Outubro 2016 10:00

O Sonho do Sô Aldor

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Já no primeiro raio de sol que inundouo seu quarto, o Sô Aldor pôs a coberta de lado, puxou as pernas e pisou nos seus calçados, quando sentiu a palma do seu pé, dormente, a formigar. Esperou por alguns minutos até que seus miolos terminassem de acordar.
Vinda a razão plena, estranhou a demora em aquele formigamento passar. Voltou os pés para a cama, esfregou suas remelas e, ao olhar para o chão, viu uma formiga a dormir e a tentar se cobrir com os fiapos dos cadarços de um dos seus calçados. O Sô Aldor, gentil até quando acorda, pediu-lhe desculpas, cobriu-lhe os pés que escapavam do cobertor e aconselhou-a para que “não durma de um lado só, formiguinha, nem pise descalça no chão porque seus pés podem formigar”; dando-lhe um beijo e voltando a se deitarassim que o formigamento resolveu passar.

Lido 358 vezes Última modificação em Sexta, 14 Outubro 2016 10:03
Schleiden Nunes Pimenta

Escritor premiado de obras acadêmicas e literárias, Schleiden vem das terras campobelenses e dos tortuosos e poéticos morros de Minas Gerais. Recentemente trouxe ao mundo seu primeiro filho, intitulado de "Contos Jurídicos: um dedo de prosa e um gole de justiça". Pesquisador nas áreas de Literatura, Direito e Filosofia, também é revisor de textos e atua como conciliador judicial.

Profissão: Escritor

E-mail: snnp@live.com

Link: https://www.facebook.com/NpSchleiden

1 Comentário

  • Link do comentário Enio Ferreira Quarta, 23 Novembro 2016 12:41 postado por Enio Ferreira

    Parabéns!

    Ótimo texto. Agradável de ler.

    Abraços

    Enio.

    Relatar

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