Segunda, 24 Outubro 2016 20:14

Escreve menina

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(...)
Comecei a escrever um texto, na verdade um conto, para um edital que está aberto. Sinto-me forçada a produzir por mais que esteja em um processo criativo decaído e cheio de mofo. Não consigo entender essa sede de escrita, palavras e sensações que tenho, mas que nunca aparece quando necessito. Vamos chegar a um consenso de que a alma esta em uma fase de transição espiritual e que precisa de energias puras e verdadeiras ao redor. E que a decadência de todas as estórias criadas nessa mente maluca que possuo foram roubadas por um ser que ainda não consigo decifrar. Digamos que o poema processo revolucionário é apenas uma imagem incógnita, e que mesmo virando a folha eu não consigo decifra-lo, mas ele é lindo!

Em meio a dois livros que tento ler, abri uma pagina onde havia a seguinte estrofe
'Vós com malícia veloz
aplicai-o a um coitado,
que este tal terá cuidado
de vo-lo aplicar a vós:
desta aplicação atroz
de um por outro, e outro por um,
como não livrar nenhum
ninguém do Poeta então
se virá a queixar, senão
do poema que é comum'
(Gregório de Matos)

Me pergunto se existe acaso, destino, ou coisa do tipo, onde um livro te responde algo que nem perguntastes, mas que necessitava ser respondido. Não tenho duvida que alguém quis que eu lê-se isso. Não digo que todo esse caso e necessidade de criatividade esteja salvo, mas digamos que o acaso me fez chegar a resposta que eu precisa ter. E que em meio a palavras, poesias, e sensações, eu consigo ter um momento de criatividade, e que nesse percurso que estou contando a vocês, eu não tenha perdido tempo apenas compartilhado.

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Larissa Bianca

Profissão: Produtora Cultural

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