Segunda, 31 Outubro 2016 21:56

Se Fosse Livro

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Se eu fosse um livro seria maravilhoso transportar histórias que aguçam a curiosidade das pessoas, que fazem o leitor sorrir ou às vezes chorar; Assim poderia ser interpretado de mil formas, conforme o que fosse entendido. Eu teria partes interessantes e outras tediosas.

Levaria horror e romance a qualquer um com a mesma facilidade; Algumas pessoas teriam aversão a mim, outras ficariam eufóricas quando em minha companhia; Poderia tirar o sono de alguém e fazê-lo imaginar madrugada adentro qual a minha próxima página.

Quem sabe pudesse levar conhecimento de áreas diversas, ou levar conforto em laudas de autoajuda. Mesmo se fosse uma tragédia eu poderia ser um presente, com um belo embrulho, um laço e um cartão.

Com certeza arrancaria lágrimas, suspiros ou gargalhadas, mas haveria grandes chances de eu ter minhas páginas rasgadas por descuido ou acessos de fúria.

Não descarto a chance de ser esquecido numa velha estante, ou de ser usado como contrapeso, ou mesmo de nunca ser lido. Mas sendo otimista eu poderia ser lido várias vezes, ou mesmo numa única vez ser guardado na memória; intelectuais poderiam discutir meu conteúdo e eu poderia ir de uma mão à outra. Eu poderia ser um clássico.

Talvez fosse lido em um único dia, ou até mesmo em poucas horas; outros poderiam arrastar minha leitura por anos sem, talvez, alcançar meu fim; Eu teria um fim, mesmo que houvesse uma sequência minha.

Guardaria as histórias de quem me leu em minhas páginas manchadas; capítulo a capítulo eu seria terminado e perderia o valor para alguns pois já teriam absorvido o máximo de mim, porém para outros meu fim seria um lamento pois prefeririam gozar da leitura das minhas páginas eternamente.

Agora, depois de me escrever nessa página eu percebi que sou livro.

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O Corvo

Nascido nas Minas Gerais, O Corvo é um contista e contador de histórias que tende ao horror e suspense, mas se aventura vez ou outras nos caminhos românticos. Com 22 anos ele é vendedor de materiais de construção e Estudante de Engenharia Civil busca na literatura uma forma de terapia para aliviar o estresse diário. O horror abordado em seus contos fica limitado apenas às páginas que escreve, na verdade sempre foi muito apegado à família, namorada e amigos.

É muito eclético musicalmente (escuta todos os tipos de rock), adora os contos de Edgar Allan Poe, Séries de TV, é jogador de RPG e nunca se adaptou bem a esportes.

Acredita que o mundo pode ser melhor, mas está tentando melhorar a si mesmo para comprovar sua teoria.

E-mail: escritorcorvo@gmail.com

Links: www.facebook.com/contosdocorvo
www.contosdocorvoblog.wordpress.com
Youtube: www.goo.gl/M0K2U6

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