Sábado, 12 Novembro 2016 12:40

Depois do Devir

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OS RAIOS DE SOL atravessaram a porta giratória do banco. Alex se levantou aos poucos, as costas doíam. Procurou o relógio, havia bagunça em volta. Por fim o encontrou, eram oito da manhã. Virou-se para a porta, a barricada tinha aguentado à invasão, ele só não sabia por quanto tempo mais. O vidro estava cheio de marcas de mão, feita com sangue. Seu coração congelou ao pensar no que teria acontecido se os vidros não fossem blindados.

Já passava da hora de levantar. Começou então a fazer o inventário do que possuía. Mais uma vez tateou pelo chão e encontrou uma arma. Glock 24, com munição 9mm, restava três pentes. A única outra arma que possuía era um facão, perigosa demais para lutar contra um grupo, mas era melhor estar armado com uma arma branca do que ficar lá fora de mãos vazias! Havia poucos remédios, isso não era nada bom.

Levantou-se, vestiu um colete de kevlar de 10 camadas. Pertencia a um policial militar, morto há três dias, ele não precisaria mais dele, então Alex o pegou para si. Depois cobriu o corpo com um jaleco, tinha uma rasura no ombro direito. Uma crise de tosse o afligiu. Ele pôs a mão no peito tentando respirar mais aliviado. Parecia que milhares de agulhas atravessavam seus alvéolos. A mucosa foi expelida na parede.

Colocou coldres em diversas partes do corpo como nos braços, coxas e canelas; assim poderia levar tudo que precisava, com menos peso. Os pentes ficaram na cintura, recarregar a arma se tornava mais cômodo. O facão foi posto na bainha de couro, a alça foi passada pelo ombro esquerdo. Em seguida ele pegou uma máscara brucutu na mesma cor do jaleco e pôs no alto da cabeça. Olhou em volta procurando a pochete.

O estômago roncava, mas nenhum alimento foi encontrado. A barra de cereal pela metade havia apodrecido. Se arriscasse comê-la, teria uma infecção intestinal, uma diarreia seria assinar sua sentença de morte, preferiu aguentar à fome. Ele que havia dormido atrás dos assentos de espera, foi até a vitrine do banco, verificou a rua, ela estava vazia. O jovem aproveitou para se olhar no espelho, a barba estava cumprida.

Não sabia há quanto tempo não tomava banho. Fechou os olhos tentando lembrar quando as coisas não eram assim, quando o mundo não era tão brutal. Há quatro meses ele estaria em casa curtindo as férias da faculdade, mas isso ficara no passado.

Ele encostou o rosto no vidro tentando ler as marcas de sangue na vidraça, à escrita canibal dizia apenas uma coisa: fome! De repente houve um choque no vidro, ele recuou caindo chão.

Instintivamente ele sacou a arma. Uma enorme mandala de sangue se formou no vidro. O susto fez suas mãos tremerem. Não é uma daquelas coisas, pensou aliviado. Depositou a arma de volta no coldre. As penas escorrendo no sangue gosmento denunciavam o que tinha morrido. Um pombo voava cegamente e se espatifou na vitrine. Isso confirmava uma das suas desconfianças, os animais também estavam sendo infectados.

Os primeiros foram os cães, mas estes tinham uma desculpa por se alimentarem dos cadáveres de seus donos. Os pombos provavelmente tinham sido infectados por causa do sangue nas sarjetas e ruas, uma única gota te tornava um “deles”. O estômago roncou de novo, resolveu sair dali o mais rápido possível. Ele achou irônico estar num banco vazio e não levar dinheiro, mas no mundo atual, ele não tinha mais serventia.

Começou a retirar as escoras que tinham impedido a invasão da noite anterior. Viajar de dia era mais seguro. À noite os infectados pareciam enxergar melhor que de dia. Roupas brancas ajudavam a refletir a luz do Sol, camuflando a pessoa. O silêncio se fazia necessário, embora ruins da visão, continuavam com sua audição afiada. A porta por fim se abriu. Ele girou a catraca da porta com todo o cuidado.

Do lado de fora um vento quente trazia uma sensação de mormaço. As roupas cumpridas aumentavam a sensação térmica. Alex checou todos os bolsos e coldres, ele se condicionara nesse exercício para que nunca viesse esquecer algum item para trás. Tudo estava no lugar. A fome também. Aquela rua era popularmente conhecida como o Calçadão. Um corredor cheio de lojas, de roupa a eletroeletrônicos.

Para uma cidade comercial como Alagoinhas, aquele poderia ser chamado o coração da cidade. Não estivera tantas vezes ali, mas o pouco que se lembrava, trazia a tona a sua mente, ruas apinhadas de gente com sacolas nas mãos. O vendedor preparando um caldo de cana, dois velhos conversando se quem era o melhor: Bahia ou Vitória. As mulheres voltando da academia...

Tudo era comum, mas um mundo que valia a pena estar vivo. Ele balançou a cabeça. O mundo que eu conheci não existe mais, e o único resquício estava bem longe, refletiu decepcionado. Ele foi se esgueirando pela parede. A cada passo ele olhava em todas as direções. Inclusive acima dos prédios, os infectado se jogavam de qualquer altura para se alimentar.

Nesse ritmo ele só chegaria à noite em seu alvo. O Hospital Regional Dantas Bião. Chegou até a esquina. Encostado na parede ele se preparou para olhar em redor. Ele virou a cabeça bem devagar sem saber o que encontraria. Ele ouviu o som do corpo sendo arrastado. Provavelmente um infectado se alimentava.

Atrás de uma caçamba de lixo, um cachorro infectado estraçalhava um corpo já em decomposição. Um enxame de moscas voava preguiçosamente em volta dos dois. Como um silenciador faz falta! Pensou o sobrevivente.

O cão estava pelado, tinha presas e garras enormes, a musculatura deformada se contraia constantemente. Havia uma quantidade enorme de feridas mal cheirosas por todo o seu corpo. O tiro atrairia a atenção de outros infectados. O facão só serviria se a criatura estivesse perto. Ele verificou os olhos da criatura, continuavam normais. Isso indicava que a infecção não tinha sido completa.

Quando os cães se alimentam, eles ficam na defensiva, Alex pensou que poderia passar sem ser percebido. Só não podia exalar cheiro de medo. Passou pelo cão bem devagar, a carcaça de um homem era revirada de um lado e de outro. Quando ele passou por trás do cão, ele se virou. O focinho se abriu numa enorme mandíbula. A língua serpenteou no ar como se tivesse vida própria.

Alex ficou paralisado. Uma mão foi no facão, não podia recuar. A outra abriu a pochete. A mão pegou a barra cereal e ela foi jogada no outro lado do passeio. O cão ao ver a barra voando saltou no ar, mas não conseguiu pegá-la. Depois de cair de modo desajeitado, ele farejou o pedaço de barrinha. O sobrevivente ficou feliz de o cão ter uma boa memória. O homem aproveitou a deixa e correu.

Por um momento ele esqueceu suas diretrizes de sobrevivência. A primeira é não confiar em ninguém ou numa situação que traga o mínimo de risco. Em seguida vem à busca por qualquer item que ajude na sobrevivência como armas, remédios e comida. A terceira e última é procurar refúgio para se abrigar ou fugir do perigo. Num simples movimento havia quebrado as três.

A rua parecia um cenário de um pandemônio. Estavam abarrotadas de lixo, devido à falta de coleta. Carros tombados e alguns ainda pegando fogo indicavam uma passagem recente de pessoas não-infectadas na região. Tinha que chegar o mais rápido possível no hospital. Corria o risco de está infectado devido os mosquitos. Caso tomasse um coquetel de antibióticos, ele poderia diminuir os riscos.

Subiu pela Rua da Praça da Bandeira, ao lado do Mercado do Artesão. Um pôster do Ministério da Saúde dizia que a infecção seria controlada.

Os políticos sempre mentem, pensou Alex. Depois ele apenas iria subir a rua direta por uma das faixas do binário, no fim estaria o hospital. Ao passar em frente a uma antiga floricultura, notou que um carro havia batido no local.

Ele olhou os caquinhos de vidro e os recolheu na pochete vazia. O motorista estava caído com o braço do lado de fora. Possuía luvas de couro, Alex se aproximou devagar, desembainhou o facão e se aproximou. O motorista estava de cabeça baixa.

Alex se aproximou cada vez mais devagar. Um único golpe ele teria um par de luvas. Quando ele preparou o corte. Dois Infectados saíram de dentro da floricultura. Com um golpe do facão ele decapitou o primeiro, o segundo derrubou-o no chão. A criatura espumava enlouquecida. Tentava mordê-lo e feri-lo com as garras.

A anatomia do infectado eram sempre a mesma. Os olhos brancos soltavam lágrimas de pus. Os corpos viviam cheios de chagas e vermes. A pele se tornava fina e descascava constantemente, deixando músculos atrofiados a mostra. Eles tremiam como se uma corrente elétrica passasse por eles eternamente. Os dentes eram afiados e a língua se alongava para fora da boca como um ferrão.

Se valendo de uma alavanca, o corcunda infectado foi lançado no meio fio, onde fraturou o pescoço. Desde cedo o ex-estudante de medicina aprendera a matar os infectados. Os primeiros foram os seus parentes, avós, pais, irmãos, todos mortos com tiros e punhaladas na cabeça e no coração. Só atacando o coração, cérebro e coluna os infectados morriam. Decepar pernas e braços era eficaz para a uma possível fuga.

Quando se virou para o carro, o motorista tinha desaparecido. Decidiu não mais procurar, limpou o facão na camisa do infectado. Depois se olhou no resto da vitrine. Seu jaleco estava imundo. Todos os infectados conseguiriam vê-lo agora. De caminhar ele passou a correr. Do lado havia um trailer de comida, o estômago roncou mais alto, mas prosseguiu. Dobrando a esquina ele chegaria a Praça da Matriz.

Venceu os últimos metros da rua com velocidade. Atravessou a duas vias e chegou até a parede e se encostou. Sentia-se nervoso. Ria e chorava ao mesmo tempo. Imagens e lembranças preencheram a sua mente por alguns instantes. O dia estava quente. Ele subiu a manga do braço direito. Uma cicatriz de mordida definia um desenho de mandíbulas em alto relevo. Fui mordido, mas será que fui infectado? Perguntava-se Alex.

No início da infecção, o jovem estudante de medicina acompanhou todos os debates a cerca da origem da pandemia. A versão oficial era de que os aedes aegypit geneticamente modificados, soltos na natureza pelos cientistas brasileiros, desenvolveram um novo vírus através de sinergia nos indivíduos soro-positivo.

A doença hematológica já tinha matado centenas de pessoas em poucas semanas, e revividos milhares de mortos em poucos dias. O novo vírus assim como o fungo Cordyceps, se instala no sistema nervoso central. O vírus reanima o cérebro e as células em todo o corpo, impedindo a morte do doente. Entretanto, o infectado se torna violento e assume uma posição instintiva de atacar e se alimentar.

Alex pegou a pistola, depositou-a embaixo do queixo. Ao se lembrar disso tudo, passou a tremer como nunca. Mas ele se acalmou. Depositou a pistola no coldre e gritou a plenos pulmões: Essa bala são para vocês, não para mim! A risada se tornava mais ensandecida. Furioso ele virou e esmurrou a parede. Quão não foi sua surpresa.

Na parede um longo banner dizia que ele estava na porta lateral de um famoso hospital particular. Ele seguiu para a entrada principal. Como pude esquecer, minha avô tinha plano de saúde e só se consultava aqui, pensou feliz. Não precisaria ir até o Dantas Bião e se arriscar tanto. Talvez até tenha um carro no estacionamento, desejou Alex.

A entrada principal do hospital estava tão destroçada quanto à antiga Praça da Matriz de Alagoinhas. O busto de Rui Babosa havia sido arrancado e estava no chão aos pedaços. Havia uma ambulância no pátio da emergência. Checou a parte externa antes de entrar. Metade de um segurança ainda estava lá. Ele pegou a arma e a munição, bem como o molho de chaves. Arrastou o corpo para fora e fechou a porta.

Na cabine ele testou as chaves. Uma coube. O tanque de gasolina estava cheio. Daria para vencer os cerca de 25 km da estrada para a cidade de Araçás. Depois tentaria chegar a Salvador, e se ainda respirasse quando chegasse lá, tentaria contatar as autoridades locais para ir ao último recanto do Brasil onde a infecção ainda não tinha chegado: Fernando de Noronha. A crise de tosse o deteve no volante por algum tempo.

Saiu da ambulância e fechou todas as portas. Entrou com o revólver na mão. Lá dentro poucas luzes estavam acesas. Alguém não apagou as luzes antes de sair, ironizou o sobrevivente. Precisava de mais luz. Ele tirou a lanterna do bolso e cruzou as mãos, a esquerda tinha a lanterna, a direta tinha a arma. Olhou primeiramente atrás do balcão, não havia nada lá. Ligou os computadores, sem internet, como já suspeitava.

O celular também estava fora de área, mas sempre conferia. Havia uma escada para os andares de cima, mas foi direto a cozinha. Abriu a porta da geladeira e deixou aberta para refrescar o corpo e aumentar a luz. Ratos fugiram amedrontados, Alex sorriu. Pegou um vaso de leite e tomou até a metade. Depois vasculhou tudo o que não parecia podre e comeu. Depois de se fartar, ele saiu da cozinha.

A farmácia deveria ficar no térreo devido à comodidade, provavelmente ela ficava no outro corredor depois da escada. A escadaria convidava a uma exploração, mas decidiu que não tinha mais tempo a perder. Ele seguiu apalpando as paredes e balançando a lanterna em todas as direções. Voltou à recepção. Passou pela escada e seguiu pelo corredor. Lançou luz em todas as placas dos consultórios. O corredor ficava com iluminação ainda pior. A farmácia ficava no fundo do corredor. Só a lanterna iluminava a escuridão.

Ele girou a maçaneta que rangeu até abrir a porta com um leve estouro. Entrou deixando a porta aberta. Pegou a pochete e despejou todo o conteúdo no chão em frente à porta. No lado da porta ele viu um vulto branco e logo empunhou o revolver em defesa.

Um cabide suportava um jaleco. Alex quase teve um enfarto. Retirou a peça de roupa e colocou a sua puída no lugar. As prateleiras de remédios estavam cheias de frascos quebrados. O cheiro de álcool estava forte. Ele procurou os antibióticos.

Alex é o portador de uma rara doença autoimune. Sua DAI ataca qualquer célula em seu em corpo, mas causam um grande estrago no seu organismo. Os tratamentos indicados além de caros eram experimentais. Células troncos seriam usadas para mudar o foco do ataque da DAI, assim ela não repetiria os ataques as mesmas células. A DAI encontrou o seu nêmese no novo vírus.

Esse é o motivo de ele ter sido mordido e não apresentar os sintomas, tornando-se portador não-infectado.

O vírus foi nomeado com um nome científico, mas ele ficou popularmente conhecido com o nome de vírus Armagedom.

Alex pegou uma seringa e preparou os antibióticos. Depois pegou uma borboleta e colocou todos os fracos que ainda podiam ser usados. Colocou os frascos dentro da pochete junto com outras seringas. Pôs a lanterna na prateleira do armário para iluminar a ação. Puxou o embolo e inoculou o coquetel no braço direito. Respirou fundo, sentiu-se tonto. De repente ele ouviu um cric.

Ele pôs a mão na lanterna. Tentou-se levantar com algum esforço. Poderia desmaiar com o efeito da vacina, mas não queria morrer nas mãos de um infectado. Pegou o revolver. Apontou para a porta. Depois retirou a mão da lanterna. Um infectado vestido de médico apareceu na porta. Filetes de sangue escorriam pela boca cheia de supuras. Metade do crânio havia desaparecido, o cérebro estava visível e pulsava como um coração.

Alex apagou a lanterna. E disparou contra a criatura. O corpo tombou a sua frente. A criatura passou a se debater. Ele Precisava confirmar a morte. Levantou-se apoiado no armário. Pegou o facão e direcionou a lanterna na frente da porta.

Ela se ascendeu faiscando, indicando que a bateria estava prestes a acabar. O sobrevivente primeiro colocou a luz no chão, o corpo estava lá, parado. Mas de onde vem esse barulho? Pensou Alex.

O seu tiro acertara no peito. Depois levantou a lanterna. Dentro do quarto, cerca de seis infectados estavam tentando entrar no quatro ao mesmo tempo. Conseguiram depois passar de dois em dois e Alex com a precária luz da lanterna investiu contra o grupo. O primeiro golpe passou de raspão e um dos infectados o derrubou no chão.

Os infectados chegavam a ser tão rápidos quanto um ser humano. Tinham uma baita força também. A maneira mais eficaz de fazê-los perder essas qualidades era causando mutilação. Infelizmente Alex errara o golpe, além disso, caíra no chão e foi cercado pelo grupo. Ele sacou a pistola e disparou. Uma infectada vestida de secretária caiu batendo nas ombreiras da porta. Ele tentou erguer-se.

Um dos infectados vestidos de médico tentou pular em cima dele, ele escorregou pelo chão e conseguiu pegar a pochete enquanto fugia deles. O infectado chocou-se contra o armário derrubando-o encima dos outros dois. O remanescente foi morto com tiros de pistola. Alex já tinha tudo do que precisava e empreendeu fuga pelo escuro corredor.

No meio do caminho, após passar pelas portas dos consultórios, elas se abriram revelando o seu assombroso conteúdo. Da última vez que o sobrevivente ousou olhar para trás, havia cerca de vinte infectados. Na recepção ele fez uma barricada com os bancos, mas nas escadarias os seres grotescos já se jogavam de cima a baixo. Eles logo se levantariam.

Alex atravessou a porta, fechou-a e saltando os degraus contornou o pátio de emergência e entrou na ambulância. Trancou as portas e tentou dar ignição. Girou a chave e o motor rangeu. O vidro das portas do hospital estalou. Uma horda de infectados saía do prédio. Ele olhou pelo retrovisor da ambulância e outros tanto subiam a rua. Girou a chave uma duas vezes sem o automóvel funcionar, a ambulância começou a sofrer ataques.

Caso não conseguisse ligar o carro, ela poderia ser virada. Girou a chave a terceira vez, o motor roncou devagar. Depois de quatro meses parado, o veículo poderia apresentar tais problemas. Funciona sua lata-velha, disse Alex esmurrando o volante. O motor passou a roncar mais alto, ele engatou uma ré atropelando vários infectados. Um deles se jogou no capô, mas o rapaz colocou o carro na segunda marcha e acelerou.

Centenas de infectados foram atropeladas. Alex desviava de todos os obstáculos que podia, até que finalmente chegou à faixa do binário. Ele respirou profundamente. Se a ambulância não quebrasse pelo meio do caminho ele chegaria são e salvo em Araçás. Pensou ligar o ar-condicionado do carro, mas desistiu porque gastaria a bateria do carro. Ele checou os itens, restava apenas um pente de pistola. O estômago voltou a roncar.

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