Sábado, 12 Novembro 2016 13:22

Dos arrependimentos

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Ela se inclinou pra frente e o beijou na boca, um beijo roubado, parecia-lhes inofensivo. Ele parou por um segundo e olhou ela nos olhos, e a beijou de volta guiando ela ate a cadeira de onde ela se levantou, passou as mãos na sua cintura e soltou um leve riso de satisfação, passou a mão por dentro da sua blusa e os dedos frios nas suas costas, puxando-a pra si enquanto apoiava-se na mesa onde estavam sentados. Ela sentiu seu corpo todo responder ao toque dele, suas pernas tremeram e então ela fechou os olhos apertados e segurou os cabelos dele, já acinzentados, o beijou com muita força como se fosse o ultimo beijo da vida dela, sentindo as mãos dele dentro das suas roupas, ela o fez parar...

... Foi a ate a porta, se certificou de que a mesma estava trancada... Ele olhava imóvel com a expressão de quem estava a ponto de se arrepender de algo que ainda não fez. Ela o guiou ate a outra sala, o fez sentar-se na poltrona e assistir enquanto ela desabotoava botão por botão da sua blusa, vagarosamente – Tortura – ele pensou! Ela deixou a blusa escorregar pelos braços enquanto tirava as sapatilhas, andou ate ele e o fez tirar os óculos, ele não ia precisar mais olhar de longe, ela se inclinou novamente e o beijou enquanto desabotoava a sua camisa, e continuou beijando pedacinho a pedacinho do seu pescoço, do seu peito nu, da sua barriga, ate que se ouviu um riso... –Beijo no umbigo – Ela se despedia sempre com essa máxima. Quando sentiu segurar suas mãos firmemente antes de deixá-la abrir o zíper da sua calça – Tire o resto! – ele disse com toda a autoridade que lhe cabia fitando-a enquanto ela usando apenas um jeans surrado... Obedeceu. Virou de costas e olhou pra ele com o canto dos olhos, o fez respirar fundo enquanto se despia lentamente, inclinou-se a te onde pode e finalmente estava apenas com uma calcinha vermelha minúscula, quase não lhe cobria, ele perguntava-se o por que de usá-la afinal. Ainda de costas o ouviu levantar-se e esperou que ele chegasse ate ela, sentiu sua mão fria nos seus seios e sua barba no seu pescoço, então suas mãos passaram delicadamente pela sua barriga e umbigo ate estarem dentro da sua calcinha minúscula, ela se debruçou sobre a mesa e o deixou tirar sua calcinha, enquanto era beijada e lambiscada, ela foi ficando completamente nua, mas extremamente a vontade. Virou-se pra ele e o fez voltar a poltrona, lhe tirou a camisa e a colocou gentilmente no chão, o beijou devagar e se ajoelhou entre suas pernas, o fitou enquanto o sentia excitado e abriu sua calça, ela o olhava, mas ele olhava o teto escuro da sala, sentiu tira-lhe os sapatos e as meias – Espero que entenda, não cabem meias nessa cena – em seguida sentiu baixar-lhe as calças, voltou a levantar-se e montou-lhe como se monta um cavalo, mordeu-lhe a orelha enquanto sentia as mãos dele ainda geladas lhe segurarem pelas pernas e apertar-las, o fez beijar-lhe os seios, enquanto rebolava e gemia baixinho sentindo as mãos dele entre suas pernas... seus músculos enrijeciam e ela mordia os lábios com tanta força que parecia querer sentir o gosto do seu próprio sangue, quando finalmente se entregou, e, ainda montada lhe tirou a ultima peça, se pós novamente de joelhos e beijou-lhe o falo, segurando com cuidado ela o lambia com carinho e o chupava enquanto tentava fazê-lo olhar – mas ele só encarava o teto e gemia baixo o nome dela, ate que não pode mais aguentar, afastou-lhe a boca e a beijou com força que podia sentir seu próprio gosto, ficou de pé e a pós lindamente posicionada de quatro na mesma poltrona, olhou-a por um instante, lhe fez carinho e em seguida lhe deu um tapa, lhe encaixou perfeitamente, ela gemia alto, quase aos gritos, ele podia senti-la se contrair, cada gemido o deixava mais excitado, cada vez que ela se contorcia ele se contorcia ate que chegaram a sincronia perfeita, ele podia sentir cada músculo dela e vice-versa, suas mãos passeavam pelo corpo dela, apertavam-lhe os seios, guiavam-lhe nos movimentos e na velocidade, ate que se pode ouvir um gemido de êxtase, seguido imediatamente por um de alivio, e então o silencio quebrado apenas pela respiração pesada de ambos. e ela sentiu ele debruçar-se sobre as suas costas, seu suor se misturar com o dela e então, resolveu virar-se e encará-lo. Olhou seu rosto por um segundo e ambos sorriram, agora era a hora de se arrepender, afinal, tinham feito e bem feito. Nenhum dos dois queria falar, deitaram no tapete ali mesmo e olharam um pro outro durante alguns minutos... Então ela levantou-se e catou as roupas que deixaram pelo chão, e novamente estava vestida com aquela calcinha minúscula, ele assistia ela se vestir, peça por peça deitado sem mover um músculo. Quando ela finalmente abotoou o ultimo botão da blusa e sentou-se na poltrona onde a pouco estava em outra posição. Esticou o braço esquerdo e alcançou o abajur acendendo a única luz que iluminou a sala alem da luz talvez do luar para ser romântico, talvez do posto em frente ao prédio. Ela o olhou deitado ainda no tapete e com o ar de riso que só meninas que sabem o que querem tem, perguntou – Já deu tempo de se arrepender? Ele sorriu, levantou-se e a puxou pela mão ate que ela estivesse de pé, pôs suas mãos na cintura dela e ainda sem roupas a puxou pra perto e a beijou... – Ainda temos uma noite inteira, vamos nos arrepender pela manhã!

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Éricka Lecter

Idade: 25

Profissão: Estudante de Letras

E-mail: erickalecter@gmail.com

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