Sexta, 25 Novembro 2016 21:12

Ela nasceu poesia, moço!

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Estavam todos
estupefatos e boquiabertos com o que testemunhavam.
Aquela menina que fora concebida pela Máquina do Mundo,
de Drummond,
queria voar com os sentidos
e intuições que lhe restavam.

Muitos a comparavam com a Marília de Dirceu.
Imortal, formosa e misteriosa, que me apaixonei.
Contudo,
nascera na cidade de Pasárgada, de Bandeira.
E lá, também era amiga do rei.

Tinha consigo um único sonho,
conhecer a Via Láctea de Bilac.
Queria ser capaz de ouvir e entender as estrelas.

Compunha Poemas Sujos,
a lá Gullar.
Turvos,
menos que mole e duro.

E como em um Soneto de Vinícius,
em sua vida,
tudo fosse infinito enquanto durasse.

E nas alegrias e descobertas do mundo,
um fulano gritou ao fundo:
- Ela nasceu poesia moço!

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Noto e Anoto

Thiago Nogueira
Noto & Anoto

Aleatoriedade Poética Coincidente. ~ Th. N.

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