Quarta, 30 Novembro 2016 17:07

Um nó de dar dó

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Um nó na garganta, um nó de gravata
Um nó górdio, um nó em pingo d’água
Um dó se transformando em bravata
Um nó na dor que desatou em mágoa.

Um nó na garganta, amarra palavras
Um nó na alma te prende a ilusões
Um dó pesaroso de ti que te escalavras
Um nó nesta teimosia e convicções.

Um nó na garganta te prende o desejo
Um nó na esperança segura a morte
Um dó tenebroso por ti sinto e vejo
Um nó daria para evitar dor tão forte

Um nó na garganta se desfaz agora
Um nó outrora apertado e dilacerante
Um dó posto a correr porta afora
Um nó desfeito, liberdade viciante

Um nó que virou marca, deixou cicatriz
Um nó passado para ficar na memória
Um dó transformou momento infeliz
Um nó agora para fechar esta história.

Lido 291 vezes Última modificação em Quarta, 30 Novembro 2016 17:10
Paulo Ismar Mota Florindo

Formado em Ciências Econômicas, especialização em Marketing e Recursos Humanos, participa eventualmente de concursos de contos ou poesia, já tendo sido publicado em antologias. Escreve por hobby e porque gosta de compartilhar seus textos.

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