Segunda, 09 Janeiro 2017 15:31

Tempo de Reflexão

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O evento já não cabe numa data, transborda o calendário. Sólido como rocha, domina o mês inteiro. Dezembro chega, a esperança cresce.

Séculos de aprendizagem, lenta porém contínua, galgamos firme o degrau da evolução. Ancorado no pilar da fraternidade, bons presságios fincam enraízam. A boa nova se espalha, a convivência melhora.

A espera pela plenitude do reino parece longa, o coroamento da sonhada paz definitiva nunca chega. Por que tanta demora? Movido pela pressa, desejamos colher o fruto em vez de regar a semente. A transformação avança em seu próprio ritmo, não tem a pressa dos humanos.

Há manobra mercantilista, exagerado apelo comercial borrando o brilho da mensagem, mas nada detém a grandeza da lição. E também não vamos negar, talhando exageros, é delicioso receber um mimo na comemoração do advento.

A ocasião favorece a partilha, uma alegria fecunda contagia todo mundo.

Época de férias, da escola e do trabalho, talvez ajude a entender tanto entusiasmo, quem sabe a promessa da pausa chegando afete a expectativa por um novo tempo. O simples anúncio do ócio já alivia o nosso fardo, aproximação do descanso encoraja pensamentos agradáveis.

Mas não se comemora nascimento de quem morreu. Festa de aniversário boa, o aniversariante precisa estar vivo, alegre no meio de nós. Melhor ainda, homenageado distribuindo coisa boa. Cada um se jubilando ao descobrir o tesouro inato pulsando dentro de si, toda a humanidade renasce, inclinada para o bem.

Não há solidão pra quem aloja amor no peito, faz do coração moradia da virtude. Então vamos comemorar o nascimento de Jesus.

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Florentino Augusto Fagundes

Filho e neto de paranaenses, nasceu em Ribeira SP em 7 de fevereiro de 1961. Entre os treze e dezesseis anos trabalhou ajudando seu pai no Mercado Municipal em Curitiba, experiência que lhe rendeu a crônica “O Sabor da Maçã.” Mudou-se em definitivo para Curitiba em julho de 1977. Desde criança inventava estórias, embora não as registrasse. Escreveu alguns contos e uma peça de teatro na década de 80, os quais lhe renderam dois prêmios literários. Ainda nos anos 80 chegou a escrever um romance, que depois destruiu porque considerou horrível. Segundo ele, a editora Record foi generosa ao recusar a publicação relatando polidamente “seu material tem pouca literalidade”.
Daí decidiu investir na carreira e na família. “Só volto a escrever quando for doutor e meus filhos estiverem crescidos”, dizia quando algum amigo lhe cobrava a publicação do tal livro.
Graduou-se em Matemática, cursou especialização em Engenharia da Qualidade, concluiu mestrado e doutorado em Engenharia Mecânica, tudo isso na Pontifícia Universidade Católica do Paraná PUCPR, onde é professor desde 1995. Além de trabalhar no comércio, foi bancário e empresário. Casado, é pai de um casal de filhos.
Assumiu oficialmente a condição de escritor, ao publicar a crônica “O Crânio” em sua página no Facebook no dia 2 de outubro de 2015.

Link: www.facebook.com/FlorentinoAugustoFagundes

https://www.instagram.com/florentinoaugustofagundes

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