Erótico
Florentino Augusto Fagundes

Florentino Augusto Fagundes

Filho e neto de paranaenses, nasceu em Ribeira SP em 7 de fevereiro de 1961. Entre os treze e dezesseis anos trabalhou ajudando seu pai no Mercado Municipal em Curitiba, experiência que lhe rendeu a crônica “O Sabor da Maçã.” Mudou-se em definitivo para Curitiba em julho de 1977. Desde criança inventava estórias, embora não as registrasse. Escreveu alguns contos e uma peça de teatro na década de 80, os quais lhe renderam dois prêmios literários. Ainda nos anos 80 chegou a escrever um romance, que depois destruiu porque considerou horrível. Segundo ele, a editora Record foi generosa ao recusar a publicação relatando polidamente “seu material tem pouca literalidade”.
Daí decidiu investir na carreira e na família. “Só volto a escrever quando for doutor e meus filhos estiverem crescidos”, dizia quando algum amigo lhe cobrava a publicação do tal livro.
Graduou-se em Matemática, cursou especialização em Engenharia da Qualidade, concluiu mestrado e doutorado em Engenharia Mecânica, tudo isso na Pontifícia Universidade Católica do Paraná PUCPR, onde é professor desde 1995. Além de trabalhar no comércio, foi bancário e empresário. Casado, é pai de um casal de filhos.
Assumiu oficialmente a condição de escritor, ao publicar a crônica “O Crânio” em sua página no Facebook no dia 2 de outubro de 2015.

Link: www.facebook.com/FlorentinoAugustoFagundes

https://www.instagram.com/florentinoaugustofagundes

Segunda, 09 Janeiro 2017 15:31

Tempo de Reflexão

O evento já não cabe numa data, transborda o calendário. Sólido como rocha, domina o mês inteiro. Dezembro chega, a esperança cresce.

Domingo, 04 Dezembro 2016 21:02

Agradecimento Tardio

Visitei a Argentina quando eu era adolescente. Primeira vez pisando terra estrangeira. Assoberbado, carregava certezas típicas da idade, no futebol, torcia ferozmente contra os portenhos. Fazia pior, extrapolava a paixão pelo esporte em preconceito puro contra quem desconhecia.

Quinta, 10 Novembro 2016 20:33

Visita Rápida

Visita breve, nem guardei o nome da cidade. Tempo curto que valeu. Passando perto, a intuição mandou chegar. Avenida, calçada, comércio, gente caminhando num dia cinzento e frio. Até parece que estou na minha gelada Curitiba, pensei. Nada de extraordinário nesse lugar distante, já vi tudo, sigo em frente.

Segunda, 31 Outubro 2016 21:38

A Feira

Pra mim seria folga naquela cidadezinha distante. Passei pelo comércio adquirindo umas coisas, cheguei de sacola cheia ao bosque amplo e calmo. Num banco confortável, sentado ali fiquei.

Em outubro de 2001, eu visitava Israel em plena revolta palestina. Antes da partida, muitos indagaram se eu não tinha medo da intifada. Inclusive meu então chefe, agourento, andou sondando substituto para a eventualidade deste que escreve ir e não voltar. Friamente eu mostrava os números da violência de lá e de cá, e respondia sim, ia apreensivo - deixava família aqui.

Quinta, 13 Outubro 2016 22:10

O Ovo

O filho acompanhava interessado o pai na lida dos ovos. A fragilidade das cascas o fascinava, gostava de protege-las do atrito ou choque.

Terça, 04 Outubro 2016 22:23

Nina

Nina é uma cadela de raça que mora ao lado de casa. Não sei qual ascendência, mas tem linhagem, documentação e tudo. Fiz enquete e descobri, todos gostam dela, mesmo ignorando sua estirpe. Nina goza o dom de ser amada. Não que seja comportada, ao contrário. Sobra carisma, faltam boas maneiras. Vive solta, passeando livre para cima e para baixo pelo condomínio.

Sexta, 30 Setembro 2016 03:57

Seguro Morreu de Velho

Era pra ser um belo passeio, e foi. Ao menos para o povo aqui de casa. Início conturbado, mulher e filha implicando. Pra elas a praticidade do binóculo pendurado no pescoço era horrível, a pochete fixada na cintura, ridícula.

Segunda, 19 Setembro 2016 02:22

Morte Engraçada

Meses discutindo e planejando, semanas de ensaio e marcação, enfim a estreia apreensiva no teatro Guaíra da montagem Hamlet de William Shakespeare.

Segunda, 12 Setembro 2016 20:52

Sinceridade Inconveniente

O primeiro impulso foi dizer não, e isto eu fiz. Culpei o tempo curto, sempre escasso o ano inteiro. Não, não havia época de calmaria, melhor a senhora ao telefone entender como definitiva minha recusa.

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