Paulo Ismar Mota Florindo

Paulo Ismar Mota Florindo

Formado em Ciências Econômicas, especialização em Marketing e Recursos Humanos, participa eventualmente de concursos de contos ou poesia, já tendo sido publicado em antologias. Escreve por hobby e porque gosta de compartilhar seus textos.

Segunda, 09 Janeiro 2017 15:39

Amor em clave de lua

A minha cabeça, um rockn roll
Teu cérebro um jazz
Sou sem compromisso
Tu um improviso só
Sou só, um solo cifrado
Tu, um sopro no sax
Eu, um sex appeal

Quarta, 21 Dezembro 2016 10:15

O ovo da vingança

Joca era um cozinheiro frustrado que sonhava em ser chef. O máximo que conseguia cozinhar com sucesso era um ovo poché. Mesmo esta sua especialidade não era bem uma especialidade. Apenas uma em cada dez tentativas era marcada pelos aplausos dos comensais (na verdade estavam mais para cobaias) do velho Joca. Volta e meia justificava suas incontáveis tentativas repetindo aquele bordão chato que fora muito usado tempos atrás: - sou brasileiro e não desisto nunca. E os gaiatos soltavam, sem a menor piedade, piadinhas a respeito do talento culinário do Joca, entre elas esta frase infame: “Pois é, Joca, tu não desistes nunca e talvez até o diabo vai ter que ouvir esta tua frase, quando “lá” chegares com tua caçarola e teu cepo com as facas gourmet”.

Quarta, 14 Dezembro 2016 13:36

Ossos no armário dos meus dias

Coleciono ossos
Não estes dos mortos
Menos dos vivos

Domingo, 04 Dezembro 2016 20:15

Viajante

Naquela tarde ouvia o frio vento Minuano a sibilar por entre o casario antigo da Praça da Matriz.

Quarta, 30 Novembro 2016 17:07

Um nó de dar dó

Um nó na garganta, um nó de gravata
Um nó górdio, um nó em pingo d’água
Um dó se transformando em bravata
Um nó na dor que desatou em mágoa.

Segunda, 28 Novembro 2016 23:36

O tenor em dó menor

Não, doutor, eu não sei e nem vi quem foi. Não, não sei de nada. Sim, eu estava lá. Mas é como se eu não estivera. Doutor, imagine uma garrafa de vodca e mais um tanto assim (uma mão cheia de dedos) de cerva... pois é, doutor, aquele lá poderia ser qualquer um numa garrafa de pinga, mas eu não sei se era eu. Por isso, seu doutor, não sei lhe responder quem foi, não sei se vi, não sei se fui, não sei se cantei. Sim, seu doutor, eu canto. Sou tenor. Não, doutor delegado! Sou um terror apenas quando me convém. Eu sou TE NOR.

Segunda, 28 Novembro 2016 23:24

Quem de mim me quer?

Quem me vê nesta couraça amorfa
Não vê, nem sabe quem sou
Quem me vê nestes meus tantos anos
Não vê, nem nota quem estou

Sexta, 25 Novembro 2016 20:13

Minha alma de amar é pagã

Tu, amálgama de minhas vidas
Passadas, vividas, sofridas
Do meu ontem, dos meus amanhãs
Das minhas noites, minhas manhãs

Sábado, 12 Novembro 2016 13:57

Soneto de uma dúvida

Tantos contos contados
Sabe-se quantos votaram
Tantos votos votados
Sabe-se quantos voltaram?

Sábado, 12 Novembro 2016 13:45

Loco loco

Desta loucura insana que consome meus dias
Viajo por venerandas veredas verdianas e veganas
Tão só no ato de atar, amarrar e amar maresias
Que corroem, corrompem, se fazem mundanas.

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