Sara Meneses

Sara Meneses

Estudante de Psicologia na Universidade de Brasília, amante de ficção científica, ávida leitora, costuma se embrenhar pelos caminhos da escrita seja de poesia seja de contos e escreve no Blog “Recinto dos Poemas Meus”. Dona dos gatos Pietra e Leonardo, gosta de tocar violão sozinha no quarto e escrever poemas no ônibus enquanto volta da faculdade para casa. Amante da natureza, pretende ter uma fazenda. Sonha em publicar um livro, mas primeiro tem que escrevê-lo. É contadora de histórias no projeto “Livros abertos: Aqui Todos Contam!”.

Profissão: Estudante de Psicologia

Link: http://srpoemasblogger.blogspot.com.br/

Sexta, 14 Outubro 2016 09:41

No fim do Mundo

Tudo começou no dia do culto. Eu estava na fazenda da minha Avó e caminhava em direção a igreja acompanhada pela minha tia. A igreja não fica muito longe da casa, apenas alguns metros. Em um determinado momento avistamos próximo ao mata-burro¹ uma grande multidão, vinham caminhando lentamente e na frente das pessoas via-se um homem de cabelos grandes e que aparentemente era seguido pela multidão. Quando olhei aquilo perguntei a minha tia. Ela não soube dizer quem eram. Entramos, nos sentamos, fizemos a primeira oração. Então eles chegaram. O homem, o primeiro a entrar, caminhou pelo corredor até o púlpito², me perguntei se seria ele que atenderia o culto naquele dia. Dito e feito, ele subiu e começou a falar. Eu não entendia nada, pois a igreja havia se enchido e as pessoas que o seguiam glorificavam alto e aparentemente glorificavam a ele. Logo minha avó chegou e sentou-se ao nosso lado. Eu virei para ela e perguntei se ela conhecia aquele homem, ela disse que não. A situação estava estranha. Decidi ir ao banheiro. Saí e fui refletindo, foi então que a ficha caiu. Me lembrei do livro de apocalipse, parei em frente à janela e escutei o que o homem dizia. Ela se dizia Jesus. Me arrepiei. Tinham algo muito errado acontecendo. Fui depressa ao banheiro, enchi um copo com água e bebi o mais depressa possível. E comecei a pensar, se aquele homem, tinha cabelos grandes, se dizia Jesus, estava sendo seguido e adorado, mas meu coração não confiava nele. Só podia ser…