Vinícius de Souza

Vinícius de Souza

Sexta, 14 Outubro 2016 11:26

Paragrafo Onírico

Toni estava feliz, verdadeiramente feliz. Estacionou o velho jipe na beira da já desfalecida estradinha de terra e seguiu a pé, o sol resplandecia às 15h e algumas poucas nuvens indicavam que o dia continuaria belo e acomodado. A distancia, já podia ver o Vale da Corcova, vale de tantas boas memórias e aprendizados, irresoluto em sua beleza e imutável em sua serenidade. Era muito simples se deixar levar pelo lugar, se desenhando como uma colcha de retalhos, a grama raspava em seus joelhos, grama alta, alta do tipo que vive e cresce e respira, preenchida em seus meios pelas mais diversas cores de flores, estendendo-se até onde os olhos alcançavam. No horizonte, os dois famosos montes da Corcova que desenhavam o vale, entre eles um lago. Toni se lembrava de quando ele e seus primos corriam por essa colcha de retalhos e chegavam ao lago no que parecia ser apenas alguns minutos, e despreocupados, se atiravam na água doce, onde ficavam até a lua os expulsar, desenhando sonhos nas nuvens e rindo um dos outros até que não houvesse mais risadas em sua caixa de risadas. Toni estava feliz, verdadeiramente feliz.